terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal: Glória a Deus nas alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens!


O NATAL DO APÓSTOLO


Quando Simão Pedro foi arrancado aos grilhões do cárcere para o derradeiro sacrifício, sentia o coração varado de angústia, conquanto mostrasse o passo firme.
O velho apóstolo, que transpusera os oitenta de idade, levantava a cabeça branca, destacando-se na turba à maneira de um pai atormentado por filhos inconscientes.
Irmãos do Evangelho ladeavam-no, tristes, escondendo o próprio desespero, diante da serenidade com que ele, encanecido em duras experiências, se acomodava ao martírio.
Mulheres e crianças emaranhavam-se, cortejo adentro, para beijar-lhe as mãos. Transeuntes, ainda mesmo adversos ao Cristianismo nascente, fitavam-no, respeitosos, quais se vissem um soberano humilhado e pobremente vestido, a caminho de inesperado triunfo... E até soldados da escolta, recordando vários companheiros que Simão transfigurara, ao curar-lhe os parentes enfermos, abeiravam-se dele com veneração e carinho...
Apenas um dos pretorianos, Sertório Aniceto, destacado elemento na expedição, não poupava o sarcasmo.
Desejando quebrar a atmosfera de reverência e de êxtase que se fazia, desdobrava impropérios: - Para diante, velho impudente! Judeu Sujo! Lixo humano, que envergonharia os postes da arena!...
E mais à frente:
- Não abuse da crendice do povo. Ladrão imundo, chegou seu fim!...
Pedro, entretanto, contemplava o céu escaldante da tarde e orava em silêncio...
Sentia-se, agora, fatigado e incapaz! Compreendia que a Boa Nova exigia servidores robustos e rogava ao Cristo enviasse obreiros novos e valorosos para a vinha do mundo... Mas não era só isso... No imo do coração, ardia-lhe a saudade do Mestre e ansiava retomar-lhe a companhia para sempre...
Escalando a colina, via não longe o Campo de Marte, assinalado pelo monumento de Augusto, as cintilações do Tibre espreguiçando ao sol, o casario imenso, as termas e os jardins; no entanto, regressava pela imaginação à Galiléia distante, buscando Jesus em pensamento...
Revia o lago de Genesaré, em seus dias mais belos, e as multidões simples e generosas com que o Senhor repartia o pão e a verdade, o consolo e a esperança...
Por estranhos mecanismos da memória, respirava, de novo, o perfume das rosas de Betsaida, das romãzeiras de Dalmanuta, das quintas frutescentes de Magdala e dos pequenos vinhedos de Cafarnaum...
Apesar do calor reinante, rememorava a pesca e supunha-se envolvido pelo sopro da brisa, quando a barca sobrestava as ondas calmas.
Reconstituía, enlevadas, as pregações do Divino Amigo e parecia-lhe jornadear de retorno à família das crianças e dos enfermos, das mães sofredoras e dos velhinhos que ele próprio lhe entregara ao coração...
Atingido o local do suplício, confiou-se automaticamente aos soldados que o desnudaram, e, como se estivesse hipnotizado pela idéia do reencontro, sofregamente aguardado quase nada percebeu dos martelos, rudemente manobrados, que lhe apresavam pés e mãos ao lenho que se lhe erguera de improviso...
Em derredor, escutava os protestos velados das centenas de espectadores da lamentável exibição, de mistura com as preces dos companheiros agoniados... Detido, porém, na ânsia de repouso, Pedro não via que o tempo se escoava, sem que lhe desfechassem qualquer golpe...
Aqui e além, grupos em orações e lágrimas salientavam-se de mãos postas; contudo, a morte tardava... Aniceto, entretanto, não o perdia de vista, e, reparando que o crepúsculo baixava, atirou-lhe pontiagudo calhau à cabeça e gritou:
- Morre, bruxo!


O apóstolo observou que o sangue esguichava, mas, sem qualquer reação, rendeu-se o invencível torpor, qual se fosse repentinamente anestesiado por brando sono.
Semelhante impressão, contudo, perdurou por momentos. O ancião, após desalgemar-se do corpo, identificou-se espiritualmente, livre e eufórico, ao pé dos próprios despojos, e, alheio à algazarra em torno, contemplou o firmamento, onde os astros se inflamavam, como se dedos invisíveis acendessem lumes deslumbrantes para uma festa no céu... Espantado, observou que um homem descia do alto, como que materializado pela fulguração das estrelas, e, decorridos alguns instantes de assombro, viu Jesus a dois passos, a endereçar-lhe o inolvidável sorriso.
- Mestre! – clamou, inclinando-se para beijar o chão que ele pisava. O Messias redivivo tomou-o nos braços e partiu, conchegando-o ao coração, qual se transportasse frágil criança.
Por várias semanas restaurou-se Pedro na estância de luz que o Cristo lhe reservara.
Junto dele, visitou paragens de inexprimível beleza, recolheu lições preciosas, presenciou espetáculos soberbos de grandeza cósmica e abraçou afeições inesquecíveis...
Quando mais integrado se reconhecia no Plano Superior, eis que o Celeste Companheiro lhe anuncia nova separação.. Que o discípulo descansasse quanto quisesse, elevando-se às excelsas regiões... Ele, porém, devia ausentar-se...
- Senhor, aonde vais? – indagou o apóstolo, penosamente surpreendido.
E Jesus, indicando-lhe escuro recanto da vastidão, em que se adivinhava a residência planetária dos homens, informou, sereno:
- Pedro, enquanto houver um gemido na Terra, não me será lícito repousar...
- Então, Senhor, eu também...
E, como outrora, demandaram, juntos, os quadros de ação, em que se lhes evidenciasse o amor sublime...
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Atraídos por centenas de vozes, atravessaram Roma, parando, por fim, em espaçoso cemitério da Via Ápia, mergulhado na sombra noturna...
A multidão cantava, glorificando o Senhor...
Não obstante o Natal estivesse na lembrança de poucos, rememorava-se, ali, diante da imensidão constelada, a melodia dos mensageiros angélicos.
Simão, fremindo de emotividade, começou a chorar de alegria. Anelava ser bom, aspirava a ser irmão da Humanidade, queria auxiliar a construção do Reino de Deus e homenagear a manjedoura de Belém, ofertando algo de si mesmo, em louvor do Evangelho...
Nesse ínterim, aproximou-se Jesus e Disse-lhe ao ouvido:
- Pedro, alguém te chama...
O apóstolo voltou-se e, admirado, enxergou na pequena comunidade um homem triste, carregando nos braços um pequenino agonizante... Era Aniceto, a rogar-lhe, mentalmente, se lhe compadecesse do filhinho que a febre devorava. Qual se lhe registrasse a presença, expunha-lhe os remorsos que amargava e pedia-lhe perdão...
O antigo pescador não hesitou. Depois de oscular-lhe a fronte suarenta, afagou a criança atribulada, impondo-lhe as mãos, e, ali mesmo, magneticamente tocado por forças renovadoras e intangíveis, o menino despertou, lúcido e refeito, enlaçando-se ao pai, à feição da ave assustada quase torna à segurança do ninho.
Aniceto, no íntimo, compreendeu o socorro e a bênção que recebia e, renovado, começou a cantar em lágrimas de júbilo: “Glória a Deus nas alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens!...”.
Para o rude legionário de César começava nova vida e para Simão Pedro o serviço continuou...

Espírito: IRMÃO X.



Esta é a ultima postagem do ano, no qual deixo esta linda historia do livro "Antologia Mediunica do Natal, psicografia de diversos Espiritos pelas mãos do querido Francisco Candido Xavier. Um livro que ganhei em minha infância de meu pai e que sempre me marcou pela essencia salutar do Natal... não a imagem comercial e material, mas a sua essencia primitiva, que nos traz a lembrança do aniversariante Jesus!!
Jesus, o homem que em sua rápida passagem pela Terra dividiu a historia em antes e após ele. Que levantou aflitos, consolou desesperados, trouxe a esperança a quem não encontrava mais saída. Mostrou a luz que havia no intimo de cada um que encontrou, mas que fez questão que observassemos o "joio" que ainda temos no campo do coração, para que viessemos a limpa-lo! Jesus que foi Amigo e Irmão até o ultimo instante, de dor e sacrificio, não para que vissemos a Terra como "vale de lágrimas", mas que cada um de nós tem o potencial de carregar e vencer a sua cruz intima, afinal disse o Meigo Rabi: "tudo que eu faço, vós podeis fazer, desde que tenham fé"!!

O Divino Mestre é o aniversariante deste 25 de Dezembro (data simbólica, claro), que vem mais uma vez nos trazer a mensagem de bom-animo e perseverança... vem o 2009, na qual lutas não nos faltarão, mas que continua com a presença do Irmão Maior entre nós. Como ele bem disse: meu Pai trabalha até hoje e eu também... pois que nós tambem possamos em conjunto trabalhar por um ano melhor, por momentos melhores, por uma vida melhor! Vida... pois sua mensagem é só de vida, mesmo depois dos momentos angustiantes do martirio e morte na cruz, volta o Divino Rabi entre os seus amados afirmar que após o que chamamos morte só há mais vida!!!




Excelente Natal a todos e próspero Ano Novo, cheio de alegria e paz em todos os corações. Nasça Jesus em nosso intimo todos os dias de nossa vida... é o desejo desse humilde amigo!!!! Forte abraço à todos!!!


Diogo Caceres

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Agradecimentos e singela homenagem!!

É com muita alegria e carinho que escrevo estas linhas e faço essa homenagem aos queridos amigos da blogosfera, que com muita atenção e respeito me acolheram e tem visitado essa humilde página, dedicando seu tempo, opiniões e sentimentos.

Acredito muito no valor de se trocar experiências para nosso crescimento e nesses espaços virtuais não faltaram portas abertas para isso. Cada recanto visitado, enfeitado com amor e dedicação, oferecia um templo de pensamentos e sentimentos, de livre acesso a quem quisesse receber, mas tambem doar um pouco de si em seus comentários!

Por isso venho nessa postagem, oferecer com muito afeto, essa homenagem aos blogs amigos que tenho acompanhado... ofereço a todos, por que em cada um deles encontrei um abrigo de amizade sincera, que tem me auxiliado a ver, ouvir e entender esse caminho da vida, a qual todos estamos percorrendo, em direção a felicidade para qual cada todos nós fomos criados.
Abaixo o selo amigo (inclusive, feito pela minha irmã Déia, com todo amor do coração dela), oferecido aos amigos que, em verdade, são super-blogs:



Déia - http://aparakaki.blogspot.com/

Franciney - http://ladopensante.blogspot.com/

Izinha - http://magicoolhar.blogspot.com/

Vivian - http://vivi-infoco.blogspot.com/

Vanessa - http://vrvcsf.blogspot.com/

Luci - http://inspiresonhos.blogspot.com/

Tatiana - http://plantandoamor.blogspot.com/

Multiolhares - http://multiolhares-poetadaspiramides.blogspot.com/

Branca - http://xxsentimento.blogspot.com/

Conde Vlad Drakulea - http://mirzathevampirewoman.blogspot.com/

Rogério Felicio - http://imagensdapoesia.blogspot.com/

Sonia Reggina - http://regginamoonpoesias.blogspot.com/

Fernanda Costa - http://fernananda55.blogspot.com/

Brunella Wyvern - http://deamoredeletras.blogspot.com/

Bete - http://maribhesi.blogspot.com/

Thiago - http://tripe-e-o-tempo.blogspot.com/

Eliana - http://amoremprimeirolugar.blogspot.com/

Paula Barros - http://pensamentosefotos.blogspot.com/

Alma de Poeta - http://almadepoeta.blogspot.com/

Luciene - http://pokas-e-boas.blogspot.com/

Marisa Pimenta - http://vivendodehistorias.blogspot.com/

Cleo - http://infinitoparticular-cleo.blogspot.com/

Cristina - http://cristinafonseca.blogspot.com/

Aline Borba - http://caixadepandora-militza.blogspot.com/

Fina Flor - http://finaflormonicamontone.com/

Agradeço mais uma vez a grande acolhida de todos e desejo um excelente fim-de-semana, que mais uma vez se aproxima... grande abraço a todos e muita paz!!

Diogo Caceres

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ALEGRIA É SAÚDE!!


Considerando nossa vida, será que passamos maior parte do tempo alegres ou tristes? Quantas vezes damos sorrisos sinceros? Sorrimos hoje? Aliás, estamos conseguindo sorrir? Pode não parecer, mas são questões importantes que deveríamos estar nos fazendo. Dentro dessas questões, recordo que havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros. Todos que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco por isso. Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé alegria. Era um jovem agricultor em busca de trabalho. Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali. O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova. Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção de todos que por ali passavam. Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé alegria. Os outros trabalhadores lhe perguntavam: como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos? O jovem olhou para os amigos e disse: bem, este trabalho hoje é tudo que eu tenho. Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições. Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: “como ele pode pensar assim?” O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo à distância. Um dia o sr. João pensou: “alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda.” “Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda.” Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda. O rapaz aceitou prontamente. Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar: “O que faz algumas pessoas serem bem sucedidas e outras não?” A resposta do jovem veio logo: “em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que: não somos vítimas do destino. Existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um.” A alegria e o bom animo do Zé alegria, que gerava tanta estranheza aos colegas, era na verdade sua fortaleza, seu repositório de forças que iluminavam sua vida.
Diz um provérbio chinês que "o tempo que passas a sorrir é tempo que passas com os deuses". Hoje a própria ciência nos diz que a alegria é excelente auxilio aos nossos males. Em verdade chega a afirmar: rir é o melhor remédio!! As últimas investigações internacionais já identificaram oito boas razões para sorrir ou dar uma gargalhada:

1. Previne doenças
Especialistas confirmam: após uma gargalhada a respiração torna-se mais profunda o que contribui para uma redução da tensão arterial, uma melhor oxigenação do sangue e aporte de nutrientes ao organismo.

2. Aproxima-o dos outros
O sorriso tem uma função primordial: expressar emoção e criar elos entre as pessoas. Os bebes usam-no desde logo para comunicar, e ao longo da vida, este marca a sua imagem e interfere na forma como se relaciona com os outros.

3. Estimula o cérebro
A atividade desencadeada pelo riso coloca ambos os hemisférios cerebrais em ação. Isto liberta a mente da tensão e stress psicológico e torna-a mais desperta para o que a rodeia, assim como para reter informação.

4. Rejuvenesce
O riso é uma das melhores estratégias para reduzir a ansiedade, mas funciona também como um poderoso anti-idade. Uma gargalhada freqüente pode rejuvenescê-lo entre 1 a 8 anos.

5. Liberta-o
Rir é vital para o ser humano, funcionando como o comando «reiniciar no computador», afirma Yoji Kimura, professor japonês que criou um aparelho para medir o riso através dos movimentos do diafragma.

6. Exercita o corpo
Se o sorriso se limita aos músculos da face, uma boa gargalhada fortalece outros pontos do organismo. É o caso do diafragma e da zona abdominal onde os benefícios são vastos, tanto em nível do tônus muscular como até na melhoria da digestão ou trânsito intestinal.

7. Combate o stress
O pensamento positivo é o passaporte para uma vida feliz. Como consegui-lo? Sorrindo. Além de ajudar a eliminar o stress, o sorriso pode ajudar na recuperação da depressão. Os sorrisos são terapêuticos em pessoas depressivas, de acordo com o estudo realizado pelo professor da Universidade Fernando Pessoa, Armindo Freitas Magalhães e pelo investigador Érico Castro, do Laboratório de Expressão Facial da Emoção, da mesma universidade. A investigação mostra que os sorrisos com maior efeito terapêutico na depressão são os femininos ( ponto para as mulheres..rsrsrs ), porque as mulheres "são mais afetivas e comunicam melhor as emoções", declaram.

8. Queima calorias
Rir é bom e isso se vê na balança. Aumenta o gasto energético do organismo, o metabolismo e acresce, em cerca de 20 por cento, o ritmo cardíaco.
Bastam dez minutos de gargalhadas para eliminar cerca de 40 calorias, dizem os especialistas.




Toda pessoa é capaz de efetuar mudanças significativas no mundo que a cerca. Cultivar o bom humor deve ser uma filosofia de vida para todos, nos permitindo sentir muito mais alegria e prazer no nosso dia-a-dia. Por exemplo, se você se encontra em um congestionamento de trânsito… vale a pena perder a cabeça? É claro que não! Tente sempre olhar o lado positivo das coisas. Por que não tirar este tempo para ouvir música, conversar, ou pensar e fazer planos? Sempre procurar o lado positivo das coisas pode parecer um conselho simples demais, mas tente fazê-lo e veja como todo o mundo ao seu redor se modifica. Até mesmo aos que reclamam de não ter condições de fazer o bem ou a caridade desejada, o sorriso pode ser a solução. Um simples sorriso pode ser o balsamo salutar que alguém ao nosso lado tanto deseja. Diz o Espírito Meimei, no livro “Sentinelas da Alma”: Lembra-te de que o sorriso é o orvalho da caridade e que em cada manhã, o dia renascente no Céu é um sorriso de Deus.
Então meu amigo(a) que esteja lendo estas linhas, sorria!! Sorria sem medo ou vergonha, pois além de fazer muito bem a sua saúde, fará muito bem aos que receberem a dádiva de ver um sorriso seu!!! Abração!!


Diogo Caceres

domingo, 14 de dezembro de 2008

O Sono e os Sonhos



Foi embora mais um dia, se escondeu o sol no horizonte e veio o manto estrelado da noite nos convidando a um bom refazimento das forças, nos braços do sono. Há coisa melhor que uma boa noite de sono? Encostar a cabeça no travesseiro e aos pouquinhos a consciência vai partindo, partindo... mas para onde? Para os sonhos!! Os sonhos que a tantos poetas inspira que a todos refaz as forças... mas o que são afinal os sonhos? O que significam?
A ciência oficial, analisando tão somente os aspectos fisiológicos das atividades oníricas (os sonhos), ainda não conseguiu conceituar com clareza e objetividade o sono e os sonhos. No estado de vigília (quando estamos acordados) as percepções se fazem com o concurso dos órgãos físicos; os estímulos exteriores são selecionados pelos sentidos e transmitidos ao cérebro pelas vias nervosas. Quando dormimos cessam as atividades físicas (exceto as autônomas), motoras e sensoriais... cessam de tal forma as atividades físicas que os antigos chegavam a dizer que o sono era primo da morte!! Mas como se procedem os sonhos? Por que alguns são tão nítidos, às vezes onde temos visões de fatos que vem a ocorrer mais tarde no estado de vigília, exatamente como sonhado? Onde muitas vezes sonhamos a conversar com entes queridos que já fizeram a grande viagem através da chamada “morte”, de forma tão impressionante, que ao acordarmos parece que estávamos mesmos juntos?

A doutrina Espírita vem dar sua contribuição quanto a essa questão esclarecendo nossa realidade de Espíritos que preexistem e sobrevivem ao corpo físico. Em “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec questionando aos Imortais da espiritualidade, pergunta na questão nº 401, Durante o sono, a alma repousa como o corpo? Ao que eles respondem: - Não, o Espírito jamais fica inativo. Durante o sono, os liames que o unem ao corpo se afrouxam e o corpo não necessita do Espírito. Então, ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos. Ocorre então, pela resposta dada a Kardec, o fenômeno da emancipação da alma, o desprendimento do Espírito encarnado, possibilitando-lhe afastar-se momentaneamente do corpo físico. Dormimos um terço de nossas vidas e o sono além das propriedades restauradoras do corpo, concede-nos possibilidades de enriquecimento espiritual através das experiências vivenciadas enquanto o corpo repousa. Mas Kardec ainda pergunta aos Espíritos Superiores na questão nº 402: Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono? Tendo como resposta: — Pelos sonhos. Sabei que, quando o corpo repousa, o Espírito dispõe de mais faculdades que no estado de vigília. Tem a lembrança do passado e, às vezes, a previsão do futuro; adquire mais poder e pode entrar em comunicação com os outros espíritos, seja deste mundo, seja de outro. Freqüentemente dizes: “Tive um sonho bizarro, um sonho horrível, mas que não tem nenhuma verossimilhança”. Enganas-te. E quase sempre uma lembrança de lugares e de coisas que viste ou que verás numa outra existência ou em outra ocasião. O corpo estando adormecido, o Espírito trata de quebrar as suas cadeias para investigar no passado ou no futuro.
Fica então claro que o sonho nada mais é do que a lembrança do que vimos em desprendimento, durante o sono. Martins Peralva estudando os sonhos em um dos capítulos do livro “Estudando a Mediunidade” propõem a seguinte classificação dos sonhos:
- Sonhos Comuns: Seriam as lembranças dos quadros que permanecem impressos em nossas própria mente. São imagens, às vezes, confusas e caóticas. Estão relacionados com o nosso cotidiano. Muitas vezes, ficamos presos ao corpo pelas preocupações materiais, idéias fixas, aspirações comuns e nos ligamos ao que mais nos preocupa ou fascina. São muito freqüentes, dada à nossa condição espiritual.
- Sonhos Reflexivos: São aqueles em que o desprendimento ou emancipação da alma permite um mergulho mais profundo em nossos registros perispirituais (nosso corpo espiritual, já que mantemos nossa individualidade mesmo sem o corpo físico), recuperando imagens, cenas de vidas passadas. Estas imagens são coerentes e se apresentam mais nítidas, como cenas de um filme. Os sonhos reflexivos podem ser conseqüentes, algumas vezes, a determinado fato de nossa vida real que nos leva a vivenciar cenas do pretérito, ou ainda, poderão ser induzidos por Espíritos desencarnados superiores ou inferiores.
- Sonhos Espíritas: São lembranças de nossa vivência real no mundo dos Espíritos. São recordações de encontros, estudos que participamos conversas, tarefas que desenvolvemos etc. Podem ocorrer também, perseguições e acontecimentos desagradáveis, sempre em função de nossa sintonia espiritual.



A análise dos sonhos pode nos trazer informações valiosas para nosso auto-descobrimento. Considerando toda a importância do estudo dos sonhos, o psiquiatra Carl Gustav Jung declarou: “Dentro de cada um de nós há um outro que não conhecemos. Ele fala conosco por meio dos sonhos”. Contudo devemos ter cuidado nas interpretações das imagens e lembranças esparsas. Há sempre um forte conteúdo simbólico em nossas percepções psíquicas que, normalmente nos chegam acompanhadas de emoções e sentimentos.
Se, ao despertarmos, nos sentirmos envolvidos por emoções boas, agradáveis, vivenciamos uma experiência positiva durante o sono físico. Ao contrario, se as emoções são negativas, nos vinculamos certamente a situações e Espíritos inferiores, ao qual nós mesmos nos vinculamos pelas leis de afinidade. Daí a necessidade de adequarmos nossas vidas aos preceitos do amor, perdão, abnegação, nos habituando à prece, à meditação antes de dormir... aprendendo a nos desfazermos das preocupações, não levando para cama coisas que nos agitem e perturbem. O momento do sono deve ser horário sagrado, oportunidade de total refazimento do corpo, mente e espírito. Que cientes disso tenhamos uma ótima noite de descanso, por que amanhã o trabalho cotidiano nos chama... grande abraço a todos... e bons sonhos!!!!


Diogo Caceres

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Alma Minha Gentil, Que Te Partiste

Sempre me encantaram os poemas e sonetos, pela capacidade que possuem de me elevar pensamentos e sentimentos... cada estrofe, cada verso, era como a nota melodiosa de uma linda música a me envolver idéias e sentimentos! Encerrando essa semana, deixo essa postagem, no desejo que todos que porventura venham a visitar essa página, saiam com o pensamento mais leve e o coração mais terno... grande abraço a todos e o fim-de-semana seja muito especial!! Fiquem com Deus!!!








Diogo do Couto, amigo do poeta português, Luis Vaz de Camões (1524-1580), registrou sua visita a Camões em Moçambique, onde o encontrou triste e desolado, sobretudo, pela morte de Dinamene, uma chinesinha muito linda que viajava com o poeta e morreu no naufrágio da foz de Mecom. A ela, segundo Diogo do Couto, Camões dedicou um de seus mais célebres sonetos: Alma Minha gentil, que te partiste.

Um dos sonetos de Camões (Espirito), psicografado por Jorge Rizzini no livro Antologia do mais Além, intitula-se: Alma amiga que à Terra te partiste.
Apresentamos os dois sonetos para a apreciação dos leitores:





Alma Minha gentil, que te partiste
(Camões - Encarnado)

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.


Se lá no assento Etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me fitou
Da mágoa, sem remédio de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te
Quão cedo de meus olhos te levou.





Alma amiga que à Terra te partiste...
(Camões - Espirito)

Alma amiga que à Terra te partiste
Em busca do viver tão descontente,
Que te abençoe Deus eternamente,
E que te faça leve o fado triste.



Bem sei que a evolução do ser consiste
Nas mil reencarnações que o Pai consente,
E que aos Céus voltarás em luz fulgente,
Inda maior que quando aqui subiste;

Mas, se na Terra, um dia, a crua dor
Envolver-te a formosa e gentil alma,
Que te não desespere o duro fado;

Ah! Roga aos Céus com teu imenso amor
Que bem cedo eu te leve a doce calma,
Quão cedo ma trouxeste no passado!


- Texto de Altamirando Carneiro, retirado da ed. nº 45 da revista Universo Espirita

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A TRAVE DA MALEDICÊNCIA


O Problema da maledicência é um dos maiores estorvos em qualquer convivência. Quem nunca ouviu frases triviais como essas: “Você viu como fulana engordou?”; “Olha o carrão de sicrano, deve estar vendendo drogas!!”; Ao ver a mulher fazer um elogio a outro homem o marido logo afirma: “só pode ser gay”. Parece que fizemos uma plantação de cicuta no coração, o que cedo ou tarde nos leva a colher veneno, que vai nos matando aos poucos. Em verdade a maledicência sobre os outros chegou a tal ponto que visitando as páginas de alguns contatos no orkut é comum vermos declarações do tipo: “vou cuidar da minha saúde, porque da minha vida já estão cuidando”!!
A palavra é instrumento valioso que mau utilizado vira estilete da impiedade, lamina maledicente, bisturi da revolta. Vejamos na história, temos exemplos de homens com grande habilidade com as palavras, mas que só geraram conflitos. Vejamos Adolf Hitler, falando hipnotizava multidões que se lançaram sobre outras nações, transformando-as em ruínas. O que nos leva a crer que realmente as palavras tem poder, tanto para o bem quanto para o mau, porque é um instrumento, assim como uma enxada, que é admirável quando usada para lavrar o campo, mas que diríamos nós se a víssemos utilizada para atacar aos outros? Diríamos que é abominável, pois da mesma forma, quando usamos das palavras para fazer ataques gratuitos aos nossos semelhantes.
É curioso, como muitas vezes para nos sentirmos melhores, temos que rebaixar as pessoas... agimos como em certa lenda em que um vaga-lume era perseguido por uma cobra. Fugia de todas as formas, mas a cobra insistia na perseguição. Chegando certa hora, o vaga-lume cansou-se da perseguição e questionou a cobra: mas porque você me persegue tanto? No que a cobra respondeu: é porque não suporto ver você brilhar!! A inveja é um dos piores tormentos, principalmente para quem a sente, porque está sempre inquieto, não possui descanso, a menor alegria dos outros o contraria, enfim, é um doente da alma ( o que é muito mais terrível ) e é uma das principais fontes da maledicência.
O hábito da critica desmedida também é um dos piores meios de se ferir. Quando em nome da “verdade”, despejamos o pior de nós, vomitamos em cima das pessoas palavras sem o menor bom senso, criando o efeito semelhante de se jogar água fervendo numa planta. Tudo pela nossa grande franqueza. O engraçado é que somos francos como todo mundo, menos conosco. Observamos falhas e deficiências em todos a nossa volta, menos na pessoa que mais afeta nossa vida: nós mesmos. Jesus certa vez asseverou que importava tirar a trave de nosso olho ao invés de nos ocuparmos com o argueiro do olho vizinho. E com rigor dizia: “hipócrita, como dizes ao teu irmão deixa tirar-me o argueiro do teu olho, enquanto carrega uma trave no teu?” Nosso olhar julgador deve estar em cima é de nosso próprio comportamento, de como estamos conduzindo nossa vida e não como nossos semelhantes conduzem a deles. Estamos aqui para nosso melhoramento, o aperfeiçoamento do espírito imortal que somos e impossível realizar essa tarefa, enquanto não dermos uma olhada profunda em nossa intimidade, perscrutando nossa “sombra”, como diz a psicologia junguiana. “Sombra” essa que projetamos geralmente sobre os outros, em lugar de vê-la em nossas atitudes. Da mesma forma que certa senhora que todo dia olhava pela a janela as roupas da vizinha e dizia: nossa, mas como essa mulher lava mal essas roupas, estão todas sujas! Alguém precisava ensiná-la como fazer!! E assim passaram-se os dias, até que numa manhã ao olhar pela janela, admirou-se. Como estavam limpas as roupas no varal da vizinha, finalmente aprendeu a limpa-las dizia. Foi quando o marido que estava a ler o jornal na sala disse: não é nada disso, eu que limpei as janelas essa manhã!!! Bem humorada essa história que retrata nossa realidade... está na hora de “limparmos” nossa vidraça e parar de “sujarmos” o varal dos outros. Somos apressados em afirmar beltrano é “feio”, jogando a feiúra que escondemos dentro de nós nas costas dos outros, quando poderíamos organizar nosso “quintal” interior. O problema é que dar palpites no “quintal” dos outros é sempre mais fácil... é hora de procurarmos muita coragem para retirar a “trave” que está nos impedindo de vivermos de verdade. Arrancar a “trave” que nos permita ver a vida como ela é, que estamos todos juntos, mas que cada um tem sua jornada particular de aperfeiçoamento para cumprir!!
Que somos imperfeitos, isso somos mesmo e é claro que não estamos impedidos de ver o mal, quando ele existe, até porque ver por todo o lado só o bem impediria o progresso, não haveria a correção do que precisa ser melhorado. Mas o grande problema está quando vemos o mal apenas para diminuir alguém, para denegrir sua imagem perante os outros, por nosso despeito e fraquezas. Se temos que ver esse mal, que comecemos por nós mesmos, nos corrigindo, seguindo sábio conselho de uma mensagem do Espirito José em “O Evangelho segundo o Espiritismo” (Capitulo X, item 16), sede indulgentes para com vosso próximo e severos para consigo mesmo!! Grande abraço a todos e ótima quarta!!!
Diogo Caceres

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mudanças... estratégia para nossa felicidade!



Começamos mais uma semana... mais uma grande oportunidade de recomeçarmos também, em conjunto com ela. Grande chance de reformarmos pensamentos, renovarmos atitudes e sentimentos que nos possam garantir mais alegria e prazer na vida. Afinal a vida é constante mudança, nada permanece o mesmo por muito tempo e muitas vezes é o não entendimento dessa verdade que leva muitos a tristeza e revolta quanto a vida.
Não é raro nos depararmos com situações de extrema rebeldia com situações que fugiram ao nosso controle. Há casos tão sérios de revolta e não aceitação quanto a experiências que temos que enfrentar, levando inúmeras pessoas a depressões terríveis!! Sim, em verdade nossos sentimentos influem incrivelmente em nossa vida, em nosso organismo. O neurologista Antônio Carlos Costardi, de Taubaté (SP), autor de vários livros sobre a mente, entre eles “Um condomínio chamado família”, faz essa afirmação há anos. “Costardi nos diz que a hipertensão arterial sistêmica ocorre em pacientes com personalidade controladora, que, ao perderem o controle de uma determinada situação, geram um sentimento de raiva que, descarregado sobre o seu próprio corpo somático ( corpo orgânico ), produz, entre outras coisas, a hipertensão arterial”, afirma.
Faz-se necessário estarmos mais atentos como estamos encarando as experiências que a vida vai nos oferecendo... estamos sempre pessimistas, negativos, preocupados, angustiados? Fura o pneu de nosso carro e logo gritamos: mas isso só acontece comigo ( será que só conosco fura o pneu? )!! Estamos sofrendo até por coisas que talvez nem venham a acontecer? Então é hora de repensarmos como estamos nos portando diante das lutas da vida. Para a vida ser mais feliz, não é necessário que ela se faça ao nosso modo, como imaginamos que deveria ser, mas sabermos aproveitar cada situação como experiência que pode nos acrescentar, nos fazer amadurecer e evoluir.
No livro “Prazer de Viver” do Espírito Ermance Dufaux, ela nos convida a refletir que o prazer de viver é conquista de quem cultiva a fé e a esperança. É hora de pararmos de perguntar o por que das dores, mas sim perguntarmos o para que a dor na minha vida? O porquê não cria muitas vezes sentido para a existência e pode levar a conflitos pavorosos nos sombrios porões do remorso. Saber para que vivemos, para que passamos pelas experiências, para que renascer e lutar é a fonte que vitaliza o ato de viver. Passamos a ver um objetivo em nossa existência e não somos mais vitimas do destino, da fatalidade!!!


Isso nos leva também a necessidade do auto-amor, que nos permite enxergarmos que temos condições de vencer as provas do caminho. Não podemos mais afirmar não sou capaz, sou muito pequeno, não consigo... diz o ditado popular que ninguém carrega uma cruz mais pesada do que pode carregar. Todas as situações em que somos testados pela vida, nos defrontamos com um chamado a irmos além, seguirmos em frente e amadurecermos. Temos que acreditarmos em nós mesmos, no nosso potencial como filhos de Deus. Não é verdade a afirmação que não há saída para essa ou aquela situação, sempre há uma saída!! Diante da ofensa temos 2 opções: podemos perdoar ou guardar rancor. Se perdoamos nos livramos de uma carga excessiva que apenas atravancava nosso caminho; se guardamos o rancor, passamos a andar com um braseiro no peito!! Diante da doença temos 2 opções: podemos nos resignarmos e enfrenta-la com todos os recursos a nossa mão ou podemos nos revoltar com a vida e questionarmos por que comigo. Se nos resignarmos teremos a serenidade e paciência para alcançarmos mais facilmente a recuperação; se nos revoltarmos apenas agravamos nosso estado físico e emocional e em nada resolve o problema. Sempre há uma saída, agora qual iremos escolher é opção nossa. A vida é nossa, fazemos dela o que quisermos!! Assim Deus nos criou, artífices de nossa alegria ou tristeza, paz ou guerra, amor ou ódio, pois nos deu o livre-arbitrio para decidirmos por nós mesmos o que queremos para nosso caminho!!!
Acordar todos os dias com a chama da esperança acesa. Acreditar que merecemos ser felizes. Saber escolher os caminhos para construir os nossos sonhos e desejos de modo digno. Gostar do mundo e das pessoas como são. Ter uma relação de amor consigo mesmo. Saber sorrir nos momentos mais difíceis. De tudo isso somos capazes quando nos amamos e amamos a vida que possuímos, não importando os empecilhos que surjam. Tendo esperança, fé de que após a tempestade sempre vem a bonança. E que podemos amenizar a tempestade de acordo como encaramos as situações que vão aparecendo!! Prazer de viver é uma construção que fazemos todos os dias e essa semana que começa nos chama mais uma vez a encontra-lo em cada ação nossa!!! Abraço a todos e muita alegria nessa nova semana!!!


Diogo Caceres

sábado, 6 de dezembro de 2008

Desafio... Aceito!!


















Boa noite amigos... visitando os blogs que acompanho recebi esse desafio do grande amigo Franciney - http://ladopensante.blogspot.com/ e fico muito contente de poder responde-lo.

Bem vamos lá, o desafio é o seguinte:

1- Agarrar o livro mais próximo
2- Abrir na página 161
3- Procurar a quinta frase completa
4- Colocar a frase no blog
5- Não escolher a melhor frase, nem o melhor livro! Utilizar somente o livro mais próximo
6- Passar para 5 cinco pessoas


Vamos então ao livro... deixe-me ver...





O livro mais próximo de mim no momento é "Reencarnação e Vida" de Amália Domingo Soler ( que por sinal, adquiri hoje...rsrsrsr... )

Bem, procurando a página 161... precisamente a 5º frase... temos o seguinte:

"É verdade, tens razão, (respondi com maior entusiasmo), é uma tarde cor de rosa; o céu, vosso traje e a flor que vos ofereci, tudo tem cor igual; a rosa, cuja fragrância aspirais com deleite, perderá seu embriagador perfume, mas poderá conservá-lo se quiserdes."

Agora repasso aos seguintes amigos o mesmo desafio:

Marisa Pimenta - Blog http://vivendodehistorias.blogspot.com/
Tatiana - Blog http://plantandoamor.blogspot.com/
Luci - Blog http://inspiresonhos.blogspot.com/
Multiolhares - Blog http://multiolhares-poetadaspiramides.blogspot.com/
Vanessa - Blog http://vrvcsf.blogspot.com/


Agradeço mais uma vez a atenção Franciney, abraço amigo. Mais um dia se vai e outro está para começar... que Deus nos abençoe a todos e tenhamos um ótimo domingão, com muita paz e amor... abraço a todos!!!!



Diogo Caceres

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Saudade só se diz em português


Este texto abaixo eu postei uns meses atrás num espaço que possuia no msn... hoje foi um dia de doces recordações, então decidi posta-lo novamente, com algumas alterações. Saudade é bom quando nos faz relembrarmos das mais doces sensações de amor e paz!!!


Quem não conhece ou já não ouviu os singelos versos com que Casimiro de Abreu (1839-1860) inicia e termina sua composição mais popular, Meus Oito Anos, escrita em Lisboa, em 1857, na flor de seus 20 anos?

"Oh, Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infãncia querida
Que os anos não trazem mais!"

Seu pai o enviara a Europa a fim de que abraçasse a carreira comercial, para a qual, entretanto, o jovem não mostrou a mínima vocação. Retornaria ao Brasil dali a quatro anos, com a saúde já minada pela tuberculose, que o levaria em breve deste mundo.
Saudade, palavra tão estranha! Mescla amor com esperança, é dor feito lembrança, é retorno em sentimento e um voltar do pensamento que em sonhos se emaranha! Dificil definir uma saudade. Senti-la tampouco é fácil... Vejamos o que nos diz sobre isso o abolicionista Joaquim Nabuco (1849-1910):

"Entre todos os vocábulos não deve haver nenhum tão comovente quanto a palavra portuguesa saudade. Ela traduz a lástima da ausência, a tristeza das separações, toda escala de privação de entes ou de objetos amados; é a palavra que se grava sobre os túmulos, a mensagem que se envia aos parentes, aos amigos. É o sentimento que o exilado tem pela pátria, o marinheiro pela família, os namorados um pelo outro..."

Curiosamente, "saudade" é mais um "tom de alma" que uma palavra simplesmente, e em nenhuma outra língua há termo que expresse tão bem esse "indefinível ar nostálgico" que ela traz em seu conceito. O paraibano Augusto dos Anjos (1884-1914), poeta dos mais complexos, mostra seu pesar:

"À noite quando em funda soledade
Minh´Alma se recolhe tristemente,
Pra iluminar-me a Alma descontente,
Se acende o círio da saudade."


E nosso mestre Camões (1524-1580), atento à imponderabilidade de se deter o tempo ou recuperar as coisas já vividas, diante da assombrosa brevidade, num de seus sonetos não demonstra ser menor o grau de sua inconformada angústia:

"Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança ainda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais,
E se torna, não tornam as idades."


E eu próprio, saudoso de tudo, de minha infância querida, dos anos que não voltam mais, dos entes queridos que se foram, das tantas esperanças vislumbradas pelo círio da saudade, ou pela luz que transpassa o vitral de minha vida, medito às tardes sob a sombra dos laranjais, que a saudade possa ser a mais suave flor, ou o mais invisível dos tormentos, e concordo com o sábio Menotti del Picchia (1892-1988), quando ele diz:

"Saudade, perfume triste de uma flor que não se vê"

*Texto de Homero Pimentel - retirado da ed. nº 03 da Revista Nova Consciência



video

Uma música japonesa que gosto muito: Namida Soosoo!! Tudo a ver com o texto... Para quem quiser ver a tradução: http://www.hainet.com.br/jpop/letras.php?letra=1505&artista=442#LETRA

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Pacto de Amor Universal




Tudo na vida é diferente, mas possui harmonia. Basta observar os astros as noites, a beleza de seu brilho, diferentes nas formas, mas juntos compõe essas miríades que nos encantam. Mas aqui mesmo na natureza terrena, vemos a harmonia, nas diferentes formas, naturezas e seres... tudo se auxilia mutuamente! Vejamos a abelha, que é servida pela doação do néctar da flor, que por sua vez é ajudada pela abelha que sai a espalhar seu pólen pelos jardins. Harmonia! Vestígios da presença do amor, que está em tudo que existe. Encontramos germens desse amor, mesmo em seres ditos irracionais... outro dia assistia um documentário na tv cultura, onde exibia a queda de um pássaro de seu ninho, ele ficara ferido no chão... ali próximo se encontrava um chimpanzé que foi se aproximando. Os observadores acreditavam que ele simplesmente terminaria o extermínio da avezinha, quando de repente com todo cuidado ele pegou o pássaro em suas mãos e começou a acaricia-lo, protege-lo, condoído de seus ferimentos.
Espécies diferentes, mas unidas pela presença de Deus que está em tudo o que vive.
Em sua caminhada terrena, o homem se depara constantemente com enigmas que o assustam e o desesperam a cada esquina... me recordo do livro Édipo Rei, onde o jovem Édipo fazendo uma viagem a Tebas, se depara com a terrível Esfinge ( uma espécie de criatura que possuía corpo de leão, asas de águia e cabeça de mulher ). A Esfinge tinha por hábito fazer um enigma a todos que passassem por aquele caminho. A todos propunha: Decifra-me ou te devoro!! Com Édipo não foi diferente. A pergunta a Édipo é o quebra-cabeça mais famoso da história: Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três? Édipo resolveu o quebra-cabeça: O homem — engatinha como bebê, anda sobre dois pés na idade adulta, e usa um arrimo (bengala) quando é ancião. Furiosa com a resposta, a Esfinge teria cometido suicidio, atirando-se de um penhasco. Da mesma forma que a Esfinge a vida nos propõe enigmas todos os dias. Cada problema, dificuldade, doença, dor é esse enigma que pede resolução! Mas o homem, muitas vezes cego para as Leis da Vida, termina devorado por esses enigmas: se desespera, entristece, angustia, revolta-se e inumeros passam a viver uma morte em vida. A resposta para esses enigmas foi e sempre será a fraternidade, o amor. Da mesma forma que toda natureza é um anelo de serviço, o homem também não pode fugir a essa Lei da Vida. Ele só é infeliz quando burla essa Lei que nos rege a todos.


O amor nos permite ver que ninguém está aqui para sofrer, mas sim para encontrar a felicidade por seu próprio esforço. Que dor não é abandono de Deus, mas instrumento de depuração para o espírito imortal que momentaneamente habita esse corpo de carne. Que sem ela o homem não conseguiria evoluir, não desenvolveria inteligência, não procuraria seu semelhante para que juntos superassem os obstáculos que surgem. É esse amor que nos permite ver como são transitórias as coisas terrenas e nos chama ao desapego. Sim porque quando depositamos toda a nossa felicidade nas coisas passageiras da terra (propriedades, dinheiro, fama, status, poder), acabamos angustiados e frustrados.
Para que vejamos como são efêmeras as coisas terrenas, basta observarmos o nosso corpo... todos sabemos que ele nasce, cresce e morre. Mas quantas pessoas encontramos desesperadas por conta do passar dos anos do corpo, procurando a formula da juventude eterna do corpo... quantos desesperados pela forma perfeita. Não digo com isso que devemos simplesmente ignorarmos o corpo... não, pelo contrário. É ele nosso instrumento de aprendizado que merece nosso cuidado, mas é necessário viver sem o apego exagerado, pois um dia ele sofrerá a grande transformação através da morte. Além do mais há verdadeiras dicas de uma beleza que podemos conseguir de maneira permanente, como bem disse Audrey Hepburn ( grande atriz que se tornou embaixadora especial para o fundo UNICEF das Nações Unidas) no texto abaixo:

"Para ter lábios atraentes, diga palavras doces.
Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas.
Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos.
Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez ao dia.
Para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinha.
Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas: jamais jogue alguém fora.
Lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você encontrará no final do seu braço. Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra pra ajudar ao próximo."

Simples e direta, essas dicas sim deixam qualquer pessoa linda. Por que a verdadeira beleza de alguém está nas suas ações de amor para com a vida e não no seu corpo transitório. A verdadeira beleza está no seu espírito que é imortal e nele devem ser depositados os tesouros verdadeiros, que o ladrão não rouba e a ferrugem não corroi. Quem enxerga essa verdade, descobriu o grande enigma da vida, percebeu a chave da harmonia na natureza, que está no pacto de amor universal que envolve a tudo. Busca sempre aumentar sua alegria aumentando a dos demais a sua volta, ou seja, amando é que ele pode ser amado, perdoando é que ele pode ser perdoado, levando a paz é que ele consegue a própria paz, vendo a beleza em tudo é que encontra a mais pura beleza dentro de si mesmo. Portanto responda com o mais puro amor aos enigmas de sua vida, antes que a esfinge da descrença e da angustia lhe devore!!!! Abraço a todos!!!


Diogo Caceres